Quem está preocupado com germes,
deve temer muito mais um teclado de computador do que a
maçaneta de uma porta. De acordo com o microbiologista Charles
Gerba, da Universidade do Arizona (Estados Unidos), os riscos
estão, geralmente, onde as pessoas menos esperam.
Gerba diz que maçanetas e banheiros são menos contaminados
do que as pessoas imaginam. Já os teclados de computador
e telefones hospedam muitíssimo mais germes. “Os resultados
de diversos testes revelam que os acessórios de escritório
apresentam 400 vezes mais bactérias do que a maioria dos
assentos sanitários.” Ele inclusive afirma que os desktops
“são verdadeiras lanchonetes para as bactérias”, já que,
além de trabalhar, as pessoas costumam comer, tomar café
e espirrar em cima dos teclados sem proteger o ambiente
com lenços, por exemplo.
Na opinião do médico infectologista Flávio Luengo, do Hospital
Paulistano, ao compartilhar o uso de teclados e telefones,
o ideal é que se cultive o hábito de sempre fazer uma assepsia
nestes equipamentos.
“Dentro dos hospitais existem verdadeiras campanhas que
incentivam o uso de assepsia periódica e a lavagem das mãos,
com pacientes, visitantes e, principalmente, antes e após
examinar pacientes. Isto se aplica ao pessoal da saúde.
Seria de bom senso estender essas medidas para empresas
e lugares freqüentados por várias pessoas, como Lan Houses
, Faculdade e Shoppings. O bom senso indica o uso de medidas
que incentivem a assepsia.”
Luengo aconselha a fazer assepsia no teclado do computador
pelo menos uma vez por mês e o telefone semanalmente, principalmente
se forem muito utilizados. “Isto vale como alerta para as
escolas também, onde várias crianças dividem o mesmo computador.
Temos de lembrar que o inverno se aproxima e, com ele, há
maior incidência de doenças respiratórias, como gripes e
resfriados que eventualmente podem ser adquiridos por essa
via de contato”.
Fonte: Artigo publicado em 09 de maio de 2006 no site Olhar
Direto. www.olhardireto.com.br