- Onde há mais germes: nos assentos sanitarios ou no teclado do computador
 
- Os Germes também são colegas de trabalho.
 
- Para não teclar com o inimigo
 
- Microorganismo no computador
 
- Teclados também trasmitem doenças
Teclados também transmitem doenças
Invisíveis, os micróbios se acumulam entre você e os computadores.
 
O dia-a-dia de muitas profissões obriga algumas pessoas a passarem horas utilizando o computador, como operadores de caixas, bancários e executivos. Elas podem não imaginar, mas estão expostas a microorganismos que podem desencadear problemas de saúde – e o teclado é o principal meio de contato. Segundo João Carlos Tórtora, professor titular de microbiologia da Universidade Gama Filho (UGF) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), bactérias e fungos são freqüentemente encontrados nos teclados.
Tórtora explica que as possíveis doenças que esses microorganismos podem transmitir dependem essencialmente do local do corpo por onde eles vão entrar. “Podem ocorrer infecções nos olhos, ouvidos, boca, garganta e até no trato gastrintestinal. Nesses casos, o grande problema são as mãos sendo levadas à boca, aos olhos e aos ouvidos”. Ele destaca que uma pessoa portadora de algum tipo de infecção, principalmente respiratória, que tenha tosse ou espirro e use um computador, pode contaminar o teclado; e outra pessoa se contamina através deste pelas mãos levadas às vias respiratórias e à boca.
Uma pesquisa feita pela bióloga Vanessa Binatti, orientada por Tórtora, que investigou 50 teclados de um hospital da zona Norte do Rio de Janeiro, no ano de 2005, recolheu amostras de cinco teclas (duas à direita, duas à esquerda e uma ao centro). Segundo Tórtora, como resultado, eles encontraram, em 41 teclados, contaminação por bactérias e por fungos em 42. Vale lembrar que a presença de um dos microorganismos não eliminava a do outro, de forma que apenas dois teclados mostraram-se livres de qualquer patógeno. O microbiologista identificou, ainda, dois tipos de bactérias em destaque, os estafilococos (contaminação pela mão) presente em 28% das amostras, e os coliformes fecais, em 24%.
É importante apontar que “não há um número seguro que indique contaminação de superfície, não existe um padrão de aceitação, mas quando este chega a 100 bactérias por cm2, é uma contaminação considerada alta”, diz o microbiologista. Ele acrescenta: “em alguns casos, encontramos 1.192 bactérias por cm2, quase 12 vezes mais que o aceitável. Com relação aos fungos, encontramos até 1.072 fungos por cm2”.
Lavar as mãos com freqüência é uma estratégia, assim como manter uma rotina de limpeza do teclado. É importante, ainda, que se evite levar a mão aos olhos, boca e ouvidos quando se estiver manuseando um teclado.

Fonte: Artigo publicado no site Unimed-Rio.CLIQUE AQUI
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